(Sol nascente, Monet)
Já que insistem!
Perguntas
¿Do que adianta a imortalidade Se com você eu não a dividir, Do que me adianta a vaidade Se ela não for para ti,
De que valem os dias frios de agosto Quando tu não és meu agasalho, E se nos mais lindos retratos Não contemplo o teu rosto
Onde está a graça da vida, Se não a faço sorrir, assim Um riso bobo para mim?
És o melhor que eu posso ser Tens o melhor de mim e Faz a vida ter graça...de graça.
Rio de janeiro, 21 de julho de 2005.
Escrito por Gabriel às 17h55
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Um poema de inspiração óbvia...
Inanimado
Acorrentaram-me a esta carcaça Que nada tem de perfeição E se no meio vivem traças Eis o que me resta, a podridão
A decomposição orgânica da vida Frágil, que se desarranja Com o simples puxar do gatilho. Que se encerra. O fim do ciclo
Derramo na terra fria Meus ricos caldos orgânicos Agora inevitavelmente sem ânimo
De nada adiantaram tantos anos Gastos com a frívola tentativa: Viver mais que a própria vida.
Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2005.
Escrito por Gabriel às 12h11
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Um poema(entre muitos) que eu escrevi para alguém muito especial.
Jovial Graça
Parece que ouves meu clamor Precoce para quem mal a viu Distorce com teus olhos minha dor Em transe, fiquei a ver navios.
Anda, me encanta. O coração inflama Nada cuja chama queime ou ilumine Te olho, adoro. Um vislumbre na vitrine Se posso, olho e fico com minha trama
A tramar planos de falar-te O que sinto. Sento e busco palavras Do meu esforço saem versos
E na minha dor, eu peço, Clamo e travo batalhas Para que me vejas como vejo-te Rio de Janeiro, 18 de maio de 2005.
Escrito por Gabriel às 16h09
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Arriscando com o violão na mão eu fiz esta canção, não é lá um obra musical de primeira, é singela e ao mesmo tempo traduz a letra.
Pela porta dos fundos Não Eu não quero nem saber Se vou ou se deixo O barco correr
A vida não foi justa P'ra mim Agora deixo o mundo Pela porta dos fundos
Pelo que eu já vi Eu sei o que me espera Já li o fim do livro Sei que é morte na certa
Sei que a minha seta Se perde Sei que a minha sorte Se acaba
E no fim da festa O que sobra È a luz Que ninguém apaga Jaconé, 19 de julho de 2005
Escrito por Gabriel às 20h28
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Entre a balada e a batida eletrônica
As coisas às vezes são tão óbvias no momento da criação e dez minutos depois parecem tão absurdas.É engraçado ver as idéias amadurecerem dentro da gente, você se programa para uma coisa, mas quando vai por em prática acaba saindo algo totalmente diferente do que esperava.Agora paira a dúvida se esta canção pede um violão ou um baticum eletrônico. Escrever esta canção foi libertador para mim, foi um dos vários ritos de passagem que eu vou enfrentar na vida.Gostei bastante da letra...agora a música vai enfrentar algumas batalhas mentais para sair do papel.
Paralelas
Te olhar não quer dizer te ter Te ter é quase um pecado È profano de tão sagrado Impossível por leis universais
Profano é andar ao teu lado Sentir teu calor e permanecer Lado a lado...
Mas se no fim da linha do trem As linhas se tocam E se na vida alguém tem um vintém Tudo é mais fácil (¿E porque não se compra calor?)
Você é tudo aquilo Que eu sempre quis aqui Do meu lado, me dizendo que eu posso ir P'ra qualquer parte, qualquer margem P'ra qualquer paragem que eu vá... Não vou estar sozinho Presa ao meu caminho estarás Presa aos meus olhos Pr'onde quer que eu me vire
Paralelas que se tocam Fogem da natureza Matematizante das coisas P'ra sentir de vez em quando. Rio de Janeiro,22 de junho de 2005.
Escrito por Gabriel às 09h46
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Um poema que estava guardado e que agora vos posto.
Falso samba poetizado
Os meus livros se repetem Os meus sambas não são pra sambar Meus pecados entristecem E me fazem chorar de rir Me dão inspiração para sair Do marasmo que são Os meus domingos sem graça
E nas segundas de praça Que tiro para trabalhar Basta uma idéia na cachola Que tiro um coelho da cartola Pra magicar meus poemas em samba Rio de janeiro, 05 de maio de 2005. Este post é dedicado à minha querida Juliana.
Escrito por Gabriel às 21h03
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Esta semana vai ser braba, provas, trabalhos e mais provas...ufa!Não tive tempo de digitar novos trabalhos, então vou postar aqui uma música do novo cd do Lobão -Canções dentro da noite escura-(que é muito bom por sinal). Na próxima semana, quando eu estiver mais folgado posto uma letra nova aqui, mas por enquanto...
Você e noite escura (Lobão) Ás vezes eu me sinto um fantasma Arrancando flores no jardim Á meia-noite Penso em você e sigo Despedaçado Pétalas ao vento Na tempestade Pétalas vermelhas Tô com saudade De você, de você E as ondas vêm me cobrir na noite Escura E as ondas vêm me cobrir na noite Escura Ás vezes eu não sei se é a noite Ou se é vontade de te ter agora Agora Eu penso em você e sinto a Tempestade Desabar por dentro e por fora Eu penso em você e sinto toda a Vontade do mundo De te ter agora, agora Você Agora Você E a noite escura
Escrito por Gabriel às 15h05
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Algumas guitarras distorcidas Um velho jeito de compor para uma nova canção. Essa música me faz lembrar meus velhos tempos de baterista e pseudocompositor (não que agora eu seja um Compositor, mas acho que melhorei um pouquinho).É uma bela canção, apesar dos pesares...
Por sorte
P'ra lá dos ventos Onde te procurei Cruzei o mar, (cruzei) fronteiras Juntei o melhor de mim Muito mais sorte do que fé
A sorte que eu tenho Me fez chegar onde cheguei Do mais, nada me restou Só a caneta, o papel E a vontade de te ver
A ferro e fogo trilhei o meu caminho Sozinho, cruzei vida a dentro Sem brilho, diamante bruto Nada disso e tudo isso Me fizeram, melhor que ontem
Fiquei na prisão que criei Pr'a no dias de chuva Não me molhar E quem sabe um dia Irei me encontrar E perceber que a vida não presta
Pr'a não me perder E talvez te encontrar Voltei pelo caminho que fui...viver Não, não fiz isso por você Só fiz por fazer
Como sempre foi... ...e sempre será Escrita entre março e abril de 2005.
Escrito por Gabriel às 17h52
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Mais um outono
O brilho outonal Reflete o que não posso vislumbrar Pois meus olhos não contemplam A plenitude da tua alma
Brisa de junho, Vento gelado, fraco e triste Gela minhas mãos e minha face paralisa Breve brisa de junho
E essa brisa, esse vento vira tempestade nessa ilha. Ilha vazia, fraca, triste que não vê o brilho das almas
Vê somente o que quer E eu a vejo, mas não sinto Só sinto frio, o triste frio de não ter calor E carrego o pesado fardo de te ver. Só te ver.
Rio de janeiro, 01 de junho de 2005.
Escrito por Gabriel às 10h51
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Sonetos vem e vão na minha cabeça.Este veio e ficou, e agora posto pra vocês.
Mal do mundo
Falo mal do mundo. Falo de tudo que não me perguntam, Porque se me perguntassem, eu não falaria. Ficaria impotente, mudo!
Não sei o porquê dessa birra com as coisas Ultimamente elas estão tão estáticas, Tão plásticas que parecem mortas, Tão tortas que não me fazem mal
Acho que é cafonice mesmo Essa minha mania pueril De ver defeito em tudo
De quere sempre estar de luto E sempre brigar contigo Quando quero brigar com o mundo.
Rio de janeiro, 06 e 24 de maio de 2005.
Escrito por Gabriel às 12h49
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Vontade de dormir
Fios de oiro puxam por mim a soerguer-me na poeira - Cada um para seu fim, Cada um para seu norte...
- Ai que saudade da morte...
Quero dormir... ancorar...
Arranquem-me esta grandeza! - P'ra que me sonha a beleza Se a não posso transmigrar?...
Mário de sá-Carneiro
Este poeta português é simplesmente uma das minhas melhores descobertas no mundo da poesia...
Escrito por Gabriel às 16h20
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Um poema que eu gosto muito e que fala justamente daquilo que eu tanto quero ser: um bom usuário das palavras (que são meu instrumento de trabalho).Há, esse poema encabeça o meu livro.
Minha Fala
A minha fala é falha Deixa espaços que cubro com passos Largos para além mar Num lugar onde me largo
E fico, Profetizo, Poetizo e Desmistifico a profecia poética
Falo da vida e falho na vida Além mar, largado e desmistificado Pela minha própria fala.
-Há, como eu gosto de falar!
Escrito por Gabriel às 16h26
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O soneto é o meu atestado de maior idade como poeta, por mais que eu preze o estilo livre não há como deixar de fazê-los de vez em quando.¿Será que me falta alguma coisa ou o que me faltava era esse soneto?
Falta alguma coisa
Profundamente respiro o ar O ar está pesado, diferente Normalmente transpiro a diferença A diferença está igual, repetente
Tranqüilamente espero a novidade A novidade é estranha, ébria Ultimamente não quero a sobriedade A sobriedade é atemporal, rápida
Sumiu do coração, a fantasia Está nas minhas mãos a caneta A caneta me permite a travessia
Fugiu das minhas mãos a volta Estou preso à tua armadilha A armadilha não me prende mais que a falta.
Rio de janeiro,15 de abril de 2005
Escrito por Gabriel às 16h17
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¿Tem alguém aí? Depois de dar várias voltas tentando encontrar um motivo para postar novamente neste blog, eu voltei.Pois é, não encontrei motivo algum, mas mesmo assim posto...e volto, depois de um tour por mim mesmo, onde mudei (espero que) pra melhor. ¿Tem alguém aí, para ler o que eu escrevo ou pra ouvir o que digo?Bom, se não tem eu falo assim mesmo.Sempre falei.Volto, com este blog, a dar a cara à tapa, a não ter medo de me arriscar nesse arriscado mundo das palavras onde eu engatinho, mas onde um dia vou querer correr.E correr para ganhar, para ganhar a minha luta (como no poema mais abaixo). Se a resposta ao título for negativa ou positiva será de qualquer forma positiva para mim (confuso?), mas por favor, para longa vida deste blog comentem, pessoalmente ou no espaço abaixo.
Rio samba blues (Gabriel Poeys)
Se o Rio fosse Sampa Se o mar virasse lama Se os dias virassem noite E a noite fosse eterna Todos os dias seriam teus E os meus delírios Não mais seriam Delírios
Nesses dias estranhos Onde nada passa Fica saudade no peito Coisa inaugural Nesse coração que só canta Mas não vive o cantar Que escreveu, mas não leu Esqueceu o que ficou no papel do bar
E o que nos separa Quilômetros Não nos amparam Termômetros Não medem mais calor A febre esquenta mais que dor Estou só, Atônito
A distância nos faz perceber O que a distância nos nega Não sei o caminho que leva a ti Só o que me afasta Então Sigo meu caminho Esperando esbarrar contigo
Porém Agora que te achei Não vá pelos fundos Ignorando o canto do poeta Mortal Que pede perdão sem saber Aonde vai, quando vai E se vai... Voltar Este samba blues foi escrito em Fevereiro de 2005 e é dedicado à Carla.
Escrito por Gabriel às 18h50
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Letra nova,demorou mas o blog voltou! Adoro esta letra!!!!
A luta(Gabriel Poeys)
Corremos pra chegar primeiro Deixamos coisas para trás Cometendo os mesmos erros Ferimos os outros sem saber
¿O que há por detrás dos panos? ¿O que querem dizer os nossos atos insanos? ¿Pra onde vamos, e se um dia vamos parar de lutar?
Tentei fazer as coisas direito Ganhar o que nunca foi meu E aceitando os teus defeitos Eu tive o que ninguém prometeu
Ninguém disse:- está tudo bem! Tudo fica pra depois do carnaval E você que nunca vem, pra dizer: -Foi mal.
Eu não lutei como devia Eu aceitei a morte e agora Sufocado pela alegria Abismado pela derrota da luta
Que nunca foi minha
Escrito por Gabriel às 23h10
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, REALENGO, Homem, de 15 a 19 anos, Catalan, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura, Latim/Livros/Literatura/Filosofia/Poesia MSN - phobosrj@hotmail.com
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